Duprat, o Górgias do MPF

É comovente como alguns membros do MPF possuem vocação para advogados do PSOL. Daniel Sarmento, após 20 anos no MPF, se aposentou e hoje é, certamente, muito mais feliz defendendo as minorias do que quando era obrigado a ajuizar denuncias criminais.

 

Deborah Duprat defende que a vida humana depende da cultura. Para Duprat, um bebê recém-nascido não é necessariamente vida.

“Fala-se que alguns grupos indígenas praticam infanticídio, dentre eles os yanomami. Mais uma vez, a questão nuclear é a definição de vida. A mulher yanomami, quando sente que é chegada a hora do parto, vai sozinho para local ermo na floresta, fica de cócoras, e a criança cai ao chão. Nessa hora, ela decide se a pega ao colo ou se a deixa ali. Se a coloca nos braços, dá-se, nesse momento, o nascimento. Se a abandona, não houve, na concepção do grupo, infanticídio, pela singela razão de que a vida não se iniciou. São visões que, goste-se ou não, não podem ser descartadas, sob pena de, em afronta à Constituição e a outros tantos documentos internacionais, se negar qualquer valor às asserções de verdade do outro.” Deborah Duprat

Surge então a questão: o muçulmano que chega na Suécia pode estuprar as suecas? É a cultura deles! Não é crime! A cultura deles permite estuprar as mulheres! Não venha me dizer que as suecas não concordam, pois quem disse que o indiozinho recém-nascido concorda que ele não é vida?

Deborah Duprat, após representação de Daniel Sarmento, ajuizou ADIN contra o ensino confessional nas escolas.

Daniel inclusive fez sustentação oral em nome do PSOL nesta  e outras ações no STF.

Após agora ela se manifesta contra o PL Escola sem Partido. Contraditório?

Veja a nota na íntegra:

http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/temas-de-atuacao/educacao/saiba-mais/proposicoes-legislativas/nota-tecnica-01-2016-pfdc-mpf

 

Para Deborah Duprat a Igreja Católica não pode ser ensinada nas escolas, mas o comunismo pode ser ensinado a vontade, em favor das minorias – é claro!

Eu já conheço a Deborah Duprat de longa data… já li e ri de vários de seus artigos. Já denunciei a doutrinação ideológica na banca do concurso do MPF que é, ou pelo menos já foi, composta de vários marxistas como ela e o Eugênio Aragão. Já vi diversos artigos dela em que ela cita filósofos marxistas como Habermas, da Escola de Frankfurt, e o famoso historiador comunista Eric Hobsbawn.

E, como previsível, ela se posicionou, citando dois pensadores marxistas, Adorno e Eagleton, contra o PL Escola sem Partido em “nota técnica”. A de número 01/2016. Estranho… Só houve uma nota técnica em 2016?

Isto me traz uma dúvida. Será que o MPF deveria se posicionar sobre o tema? Parece extrapolar seu papel. Se fosse algo comum, já haveriam várias este ano, pois já estamos em julho!

Mas, superada esta preliminar, vamos se divertir com o texto dela:

A primeira frase que chama atenção no texto é a seguinte:

“O PL que incorpora o seu ideário, sob o pretexto de defender princípios tais como “neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado”; “pluralismo de ideias no ambiente acadêmico”; liberdades de consciência e de crença,coloca o professor sob constante vigilância, principalmente para evitar que afronte as convicções morais dos pais.” Deborah Duprat

E qual o problema de o professor ser vigiado? Todos agentes públicos são vigiados. Ela quer liberdade total?

A segunda frase é a seguinte:

“Eagleton afirma que o oposto da ideologia não seria a verdade ou a teoria, mas a diferença ou a heterogeneidade.” Deborah Duprat

Típico. Aqui Duprat deixa claro que não acredita na Verdade. É uma postura típica do marxismo e do neosofismo. O ódio da verdade. Quem não viu o vídeo da professora marxista Viviane Mosé falando que eles, marxistas, lutam contra a Verdade?

“Nossa luta é contra a verdade.” Viviane Mosé, professora marxista e ativista LGBT

É só procurar no google e vão achar o vídeo. É evidente que o oposto de ideologia é a VERDADE.

Ela prefere ficar com o marxista Eagleton, eu fico com Aristóteles, Platão, Sócrates, Santo Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Mário Ferreira dos Santos, Eric Voegelin, Louis Lavelle, Xavier Zuribi. Lição elementar número zero de filosofia.

Nesta aula a Duprat aparentemente faltou, levou as universidades a sério demais. Ela não acredita em verdade, mas em diferença e heterogeneidade. Risos!

Continuando…

O que se revela, portanto, no PL e no seu documento inspirador é o inconformismo com a
vitória das diversas lutas emancipatórias no processo constituinte; com a formatação de uma
sociedade que tem que estar aberta a múltiplas e diferentes visões de mundo;
com o fato de a escola ser um lugar estratégico para a emancipação política e para o fim das ideologias sexistas – que condenam a mulher a uma posição naturalmente inferior, racistas – que representam os não-brancos como os selvagens perpétuos, religiosas – que apresentam o mundo como a criação dos deuses, e de tantas outras que pretendem fulminar as versões contrastantes das verdades que pregam.

Aqui Duprat confessa que a escola é um lugar para emancipação política de minorias, para promoção do feminismo e do movimento negro, ou seja: ela confessa que a escola é lugar para a esquerda fazer propaganda ideológica. Ou seja: Deborah Duprat é a favor que partidos de esquerda inoculem suas teorias contra o racismo, o machismo e a homofobia. Três ameaças mortais too noble to neglect.

continuando…

 

“O PL subverte a atual ordem constitucional, por inúmeras razões: (i) confunde a educação
escolar com aquela que é fornecida pelos pais, e, com isso, os espaços público e privado
; .” Deborah Duprat

 

???????? Querer que a escola não tenha partido é isso?

 

“O PL subverte a atual ordem constitucional, por inúmeras razões:
; (ii)impede o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas (art. 206, III)” Deborah Duprat

 

HAHAHAHAHA. Não Deborah! É justamente o contrário. Não existe pluralismo de ideias hoje: só existe a da esquerda.

Pluralismo hoje em dia, na cabeça de Deborah Duprat e todos os outros esquerdistas, é o seguinte: ou você concorda com Jean Wyllys ou está reprovado!

 

“O PL subverte a atual ordem constitucional, por inúmeras razões:  (iii) nega a liberdade de
cátedra e a possibilidade ampla de aprendizagem (art. 206, II)” Deborah Duprat

Miguel Nagib, autor do PL Escola sem Partido sempre fala que existe uma diferença entre liberdade de cátedra e liberdade de expressão. Ele diz que os juristas confundem liberdade de expressão com liberdade de cátedra. Procurem os textos do Nagib

a
“O PL subverte a atual ordem constitucional, por inúmeras razões:  (iv) contraria o princípio da
laicidade do Estado, porque permite, no âmbito da escola, espaço público na concepção
constitucional, a prevalência de visões morais/religiosas particulares.” Deborah Duprat
Em momento algum o texto requer que seja ensinada a versão da Igreja Católica ou qualquer outra. Mostre-me em que artigo do PL existe isso. Por favor, né Duprat? Não fantasie coisas que não existem.
CONCLUSÃO:
Deborah, minha cara, eu sei que seus olhos brilham quando você ouve as palavra “minorias” e “direitos humanos”.
Eu não concordo, mas te compreendo. Os meus olhos ficam marejados quando ouço as palavras “Verdade” e “Beleza”.
Para Deborah Duprat, “Minorias” e “Direitos Humanos” são palavras Sagradas. Para mim, “Verdade” e “Beleza” são palavras mágicas e sagradas.
Eu sou adepto de uma gnoseologia dogmática, aristotélica, empirico-racionalista. A Deborah é a favor de algum tipo de gnoseologia ceticista, em que não há espaço para a verdade, ou seja, é aquilo que poderíamos classificar em filosofia como uma sofista, Deborah Duprat é o Górgias do MPF.
As universidades estão dominadas com marxismo que é adepto de uma gnoseologia ceticista. Deborah foi vítima de doutrinação ideológica e gostou. Para ela só existe o marxismo e nossas universidades são maravilhosas pois promovem o marxismo. Para Deborah nossas universidades não precisam tirar o partido.
Eu também já fui doutrinado pelas universidades e adepto da gnoseologia ceticista por 10 anos, mas um belo dia aconteceu-me uma coisa incrível, que também foi confessada por Santo Agostinho:
“Rompi os grilhões mais odiosos que me mantinham longe do seio da filosofia – na desesperança de encontrar a Verdade, Verdade que é o alimento nutridor da alma.” Santo Agostinho
Duprat, te convido a buscar a Verdade ou a sair do MPF e ser advogada do PSOL. Em ambos casos você será mais feliz.
Rafael é autodidata. Não gosta de normas da ABNT. Não reconhece, nem valida o MEC. Não quer saber da nova ortografia.

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