Campeão do Super Bowl é morto a tiros nos Estados Unidos ou Quando uma briga de trânsito é muito mais que uma briga de trânsito.

Por Bene Barbosa

Uma batida, uma discussão, um famoso ex-jogador de futebol americano morto com 8 tiros. Pronto! É tudo que a imprensa precisa para sentenciar que uma simples briga de transito se transformou em um assassinato e para que os palpiteiros, convidados ou não, saiam de suas tocas para desfilar suas verdades. “Racismo!” Disse um. “Viram, isso que dá pessoas armadas!” afirmaram outros….

Porém algo me chamou a atenção. Da mesma forma que a manchete ganhou espaço em boa parte da imprensa brasileira, sumiu! Um indicativo que algo não agradou no desenrolar do caso. Será que foi uma simples briga de trânsito? Tudo indica que não!

Horas depois do homicídio, Cardell Hayes, de 28 anos, foi preso e apresentado como o autor dos disparos. Ele também é negro, o que, óbvio, calou a boca dos caçadores de racismo. Ele também já teve problemas com a justiça e foi condenado no passado por posse ilegal de arma e drogas, o que inviabilizaria a compra e o porte legal de armas.

Um fato que chamou a atenção nas redes sociais americanas é o fato do ex-jogador Will Smith ter jantado, uma hora antes de ser assassinado, com o policial Billy Ceravolo. Esse policial foi um dos citados no processo que a família do assassino moveu contra o estado de New Orleans após o pai de Hayes, que tinha problemas mentais, ser morto pela polícia após empunhar uma faca durante uma discussão. O estado acabou condenado e pagou um valor não divulgado à família.

Hayes também tinha ligação com o futebol americano, tendo jogado na escola. Também foi figurante – fazia um jogador – no filme 22 Jump Street que no Brasil foi intitulado de “Anjos da Lei 2”. Todos os indícios apontam para algo maior que uma simples briga de trânsito, mas são, porém enquanto, apenas suposições.

O que podemos afirmar é que não foi racismo, nenhuma lei restritiva impediu que o criminoso estivesse armado e, quem sabe, estivesse o jogador legalmente armado, poderia ter salvado sua vida. Sobre o acidente, pode ter sido realmente uma trágica coincidência ou então uma forma de escapar da acusação de homicídio em primeiro grau que poderia lhe valer a pena capital por injeção letal. Hayes responde nesse momento por homicídio em segundo grau, pois até prova em contrário, não houve premeditação. Veremos…

*Bene Barbosa é presidente do Movimento Viva Brasil e coautor do livro “Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento”.

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