Ideologia de Gênero: mídia e academia forçam a barra.

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Na última quinta-feira, 7 de abril, vosso interlocutor deparou-se com duas situações comprobatórias do ‘lobby’ midiático e (des)educacional em favor da famigerada Ideologia de Gênero. Só a título de esclarecimento, tal corrente social baseia-se na ideia central de que, diferentemente do sexo biológico, a “identidade de gênero” dos indivíduos seria uma construção social. Por este prisma, meninos e meninas seriam iguais em termos mentais e que seus papéis de gênero seriam moldados de acordo com suas experiências e o meio em que vivem. Dito isto, voltemos aos fatos que me comprometi a narrar no início deste texto.

 

Durante uma aula da disciplina Ética, Cidadania e Direitos Humanos, da graduação em Relações Internacionais de uma instituição privada em Natal (RN), recebemos uma atividade na qual havia uma questão (retirada de uma prova da Unesp de 2012) que abordava o tema. O enunciado discorria sobre um casal canadense que – pasmem – havia deliberadamente escondido do filho seu sexo biológico, para que a própria criança pudesse escolher o “gênero” com o qual se identificasse.

 

Apesar do fato ser absurdamente doentio, não havia nada, até então, que indicasse, necessariamente, doutrinação. Afinal, dependendo do nível de liberdade concedido nas respostas, poderiam surgir facilmente posições firmes contra esta aberrante alienação.

 

Porém, para alguém atento, bem informado e perspicaz, a estratégia ficou muito clara ao observar as alternativas de resposta. Quatro delas traziam termos usados insistentemente pelos entusiastas da teoria de gênero para desqualificar opositores: “influência da fé religiosa”, “intolerância no campo das diferenças sexuais”, “adoção do determinismo biológico” e “perfil conservador”.

 

A desonestidade intelectual causou asco a este que vos escreve. “Influência da fé religiosa”? Então é necessário ser um religioso praticante para acreditar que alguém nasce homem ou mulher? “Intolerância no campo das diferenças sexuais”? Quer dizer que contar a seu filho que ele é menino ou a sua filha que ela é menina é ser intolerante? “Determinismo biológico”? Nascer com determinado aparato genital não tem nada a ver com o sexo de alguém? “Perfil conservador”? Não aceitar a teoria de gênero é, necessarimante, conservadorismo? E o pior: mesmo que assim fosse, há algo de errado com isso?

 

A alternativa correta? Óbvio, a que sugeria que a “identidade sexual” era algo exclusivamente de autonomia individual. Sim, até no caso de uma criança que foi privada do entendimento básico sobre seu próprio corpo.

 

Patético. Perverso. Revoltante.

 

Saindo dali, fui almoçar num restaurante próximo. Após servir-me e sentar-me à uma mesa, vejo que a TV está sintonizada na Rede Globo, que transmitia o programa “Encontro com Fátima Bernardes”. Eis que entre 11h30min e meio-dia, a emissora exibiu o que parecia ser um concurso ou “oficina” de ‘drag queens’, o termo em inglês mais próximo do português ‘travesti’.

 

Não questiono se há ou não talento artístico empregado na concepção e confecção dos figurinos, nas maquiagens e até nos números musicais e teatrais que muitos destes indivíduos realizam. Não é este o objeto de minha análise e crítica.

 

Mas sim. No horário em que crianças estão almoçando, antes de irem para a escola e senhoras de idade preparam refeições em seus lares, a supracitada rede de televisão achou por bem expô-las a um tipo de comportamento essencialmente adulto e questionável por vários motivos. Dentre alguns deles, a evidente dificuldade de aceitação pessoal destes indivíduos, sem mencionar a associação existente entre tal prática e degradantes atividades noturnas. No humilde entender deste que vos fala, um claro esforço ideológico em tornar natural e admirável – inclusive para crianças e idosos – um comportamento e um estilo de vida advindos de sérias crises de personalidade e ambientes de entretenimento adulto.

 

Não. Eu não defendo que a emissora deva ser censurada. Trata-se de uma empresa privada e, sob a ótica do mercado, deve ter a liberdade de exibir o que lhe apetecer. E sim, quem não gostar, que goze do direito de mudar de canal. E sim, a responsabilidade de regular o que os filhos assistem é de seus pais ou responsáveis. O que eu questiono é: onde está a moral, o dever cívico de ter o bom senso de não agredir a inocência das crianças e os valores de senhores e senhoras tradicionais? Lamentável.

 

O mais irônico é que, ao traçarmos uma reflexão como esta que vos proponho, somos tidos como retrógrados e intolerantes. Que assim seja. Aprendi desde cedo que o errado é errado, mesmo que todos o estejam fazendo. E o certo é o certo, mesmo que ninguém o esteja fazendo.

 

Fred Bragança
Professor de Língua Inglesa, bacharelando de Relações Internacionais e coordenador do movimento Endireita Rio Grande do Norte.

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