Ideologia de Gênero: passado, presente e futuro

Gênero, como ideologia não científica, é um conjunto de ideias que vêm, desde tempos remotos, destruindo todas as bases sociais, incluindo a principal instituição da sociedade: a família. É imprescindível, na atualidade dos fatos, entender o que é esta ideologia, qual seu impacto na atualidade mundial e quais as próximas ações dos ideólogos de gênero.
PASSADO
O termo gênero foi primeiramente abordado por John Money em 1950. Nesta primeira abordagem já se segregaria o termo gênero do conceito clássico de gênero humano, ou gênero masculino e feminino. Para Money, gênero, a partir daquele momento, deveria ser entendido como uma construção social da sexualidade, ou seja, do sexo em si. Desse modo, separava-se o conceito de sexo (masculino ou feminino) do conceito de gênero, palavra mais branda, polida, sutil e de melhor aceitação pela sociedade.
Segundo os ideólogos de gênero, a palavra sexo, muito comumente vinculada à relação sexual, não mais deveria ser utilizada, alterando-se sua utilização pela palavra gênero, embora este novo termo tenha conceito completamente abstrato. Desse modo, em 1960, Robert Stoller, em seus estudos e pesquisas científicas, iniciou o processo final de substituição da palavra sexo pela palavra gênero.
Nesta substituição, o ser humano deveria se identificar não mais apenas com os sexos biologicamente definidos (masculino e feminino), mas com qualquer identidade sexual possível (gênero), tais como: masculino, feminino, gay, lésbica, transsexual, bissexuais. Gênero, desse modo, acobertaria qualquer possibilidade de identificação sexual possível e imaginável, e não apenas a definição dupla originária: masculino e feminino.
No entanto, até os anos de 1960 os estudos de gênero eram restritos a universidades e pesquisadores. Percebendo que tal restrição limitaria a ampla e total substituição da palavra sexo por gênero, ideólogos americanos, franceses e ingleses decidiram apoiar estes estudos e pesquisas para implantar, num cenário mundial, o gênero como padrão da sexualidade, ao invés do sexo masculino e do sexo feminino.
Para os ideólogos, a não existência de uma essência MASCULINA ou FEMININA permitiria excluir uma suposta superioridade entre os SEXOS, de modo a igualar as diversas construções sociais em igualdade de direitos. Assim, o termo gênero seria utilizado com fins de reengenharia social.
Fortalecendo os estudos e a implantação do gênero, o movimento feminista protagonizaria o avanço de tal ideologia.
O movimento feminista surgiu nos anos de 1960. Em 1970, radicalizando as bases do movimento recém-criado, surge o feminismo de gênero. Primordialmente, o movimento feminista era formado por uma coalizão de grupos sociais, entre eles: ativistas gays; promotores do politicamente correto; extremistas ambientais; neo-marxistas progressistas e pós-modernistas descontrutivistas. De modo interessante, o movimento feminista tem suas bases teóricas no marxismo, para o qual os termos “homem” e “mulher”, “masculino” e “feminino” são reflexos do poder opressor.
Para Marx, em uma luta de classes econômicas, o opressor (burguesia) na sua opressão para com o oprimido (proletariado), impede-o de ter o controle da produção e da propriedade privada. Para isso, era necessário pôr fim às diferenças econômicas entre burguesia e proletariado, igualando-os em direitos. Simetricamente, para o movimento feminista, partindo-se de uma luta de classes sexuais, o opressor (homem) na sua opressão para com o oprimido (mulher), impede-o de ter o controle da reprodução sexual e da propriedade de seus corpos. Para isso, era necessário pôr fim às diferenças sexuais entre homem e mulher, igualando-os em direitos. Desse modo, o intuito final do movimento feminista de gênero é extinguir a diferença entre os sexos masculino e feminino, para isso, utilizando-se de termo genérico e que não define os sexos existentes. Este termo é a palavra gênero.
No entanto, em suas bases ideológicas os ideólogos de gênero não informam que GÊNERO não pode definir SEXO e que SEXO NÃO É uma construção social ou cultural. Cientificamente, o sexo é determinado pela estrutura genética, pois cada célula do ser humano é ”marcada” como masculina ou feminina. Ademais, o SEXO não é APENAS determinado pelos órgãos externos. Mesmo pacientes com deformidades congênitas ou serão do sexo masculino ou do sexo feminino. Mas para os ideólogos de gênero, há na atualidade mais de 50 (cinquenta) tipos de gêneros definidos, e não mais apenas dois sexos (masculino e feminino).
Para o movimento feminista de gênero não basta apenas diversificar os tipos de construções sociais identificadoras da identidade humana. Para eles, “é necessário mudar toda a estrutura social existente para alcançar a liberação da mulher.” Para as feministas, a principal estrutura social a ser alterada é a Família Patriarcal e Monogâmica, maior óbice para a disseminação das questões de gênero.
Desse modo, uma das formas de se disseminar as questões de gênero deveria ocorrer através da educação precoce sobre diversidade e sexualidade, massificando a atual IDEOLOGIA DE GÊNERO.
Como se sabe, ideologia é “um corpo doutrinal fechado a oferecer pautas universais de comportamento, partindo de uma premissa não demonstrável e falsa”. Ideologia de Gênero é o falso e indemonstrável argumento de que o SEXO é mero comportamento flexível e mutável, oriundo de uma construção social, cultural, educacional e não-biológica.
Os principais “fundamentos” dos ideólogos de gênero é aniquilar a identidade sexual do ser humano, pelo reconhecimento de uma identidade artificialmente construída. Para conseguir tal intento, os ideólogos utilizam-se da seguinte estratégia: utilização de palavra do linguajar comum (gênero); conquista da opinião pública em face da opressão da mulher; educação formal sobre a ideologia de gênero/diversidade e a consequente aceitação do conteúdo de gênero pela sociedade.
É válido ressaltar que toda esta estratégia tem como finalidade principal a destruição da família, pois esta é a principal limitadora da aceitação da ideologia de gênero na sociedade. Para os ideólogos de gênero, família é a base da opressão e deve ser eliminada. Da mesma forma, para estes ideólogos a família é o instrumento que a classe dominante usa para suprimir a sexualidade feminina, devendo ser desestruturada, mesmo que de modo discreto.
No entanto, sabe-se que a família é uma entidade constitutiva da identidade do indivíduo. Quando um indivíduo é doutrinado a NÃO TER IDENTIDADE HUMANA DEFINIDA, a família é diretamente afetada. Afetando-se a família, a sociedade é naturalmente desintegrada, pois a família é a base da sociedade.
PRESENTE
Atentos a todos estes riscos, as famílias brasileiras estão sendo afrontadas com a possibilidade de aprovação dos Planos Estaduais e Municipais de Educação com referência à IDEOLOGIA DE GÊNERO.
Estes planos, que servirão como norteadores da educação de Estados e Municípios, notadamente incluem diversas referências à ideologia de gênero. Se aprovados por Deputados Estaduais e Vereadores, crianças a partir de 6 anos serão educadas sobre sexualidade, pornografia, promiscuidade, gayzismo, lesbianismo, transsexualidade, aborto. O que se observa é que, se aprovados estes textos com referência à ideologia de gênero, põe-se em risco as integridades física e psicológica dos estudantes brasileiros, a partir dos 6 anos de idade.
Destruir a essência da identidade humana dessas crianças é demolir a base estrutural da sociedade, que é a família. Destruindo-se a família, várias outras vertentes sociais serão castigadas, como a segurança pública, as relações e instituições sociais, a cultura, as artes, o esporte.
FUTURO
Não bastassem todas as confusões e incertezas de identidade que passarão nossas crianças e adolescentes educadas sobre gênero, a própria ideologia é articulada para, em momento não tão distante, ultrapassar o gênero. Para os ideólogos, gênero é apenas um passo para o fim da teoria, pois mesmo o gênero ainda é um rótulo limitador da sexualidade. Para os teóricos, a sexualidade deve ser INDEFINIDA, transversal, fluida. Assim, não mais se teriam gêneros definidos, pois cada ser humano poderá se identificar com qualquer possibilidade humana, ou não, existente.
Para afirmar o que aqui se aborda, em caso recente [1], uma adepta da ideologia de gênero realizou cirurgias plásticas para se parecer com um dragão. Para os teóricos, dragões, por exemplo, seriam apenas mais uma espécie de identificação da sexualidade.
Afora todas estas afrontas às famílias e sociedade brasileiras, o futuro que nos aguarda será nebuloso. Professores municipais e estaduais já estão direcionados a educar sobre ideologia de gênero e sexualidade, mesmo que os Planos sejam aprovados sem qualquer referência à ideologia. Esta afirmação foi ouvida em Audiência Pública sobre Plano Estadual de Educação da qual participamos, realizada em 04/04/2016.
Cabe aos Deputados Federais, Estaduais e Vereadores implantarem controles, nos próprios Planos Estaduais e Municipais, para coibir professores que insistam em educar sobre ideologia de gênero.
Cada cidadão também será responsável pela fiscalização das escolas, de modo que essa teoria escabrosa não seja legalmente implantada em nossa sociedade, embora saibamos que as forças políticas-esquerdistas sejam adeptas da total disseminação desta ideologia na sociedade.
Referências:
http://www.criticapoliticabrasil.com.br/
Jaufran Siqueira
Empreendedor de uma dezena de projetos que nunca saíram do papel. Fala sozinho e se acha a pessoa mais simpática do mundo, apesar de que as estatísticas afirmarem o contrário.

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